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Alguma vaga para ser camelo no deserto?

Trabalhar num sítio em condições que estão MUITO longe daquelas que foram prometidas...dar o litro, vestir a camisola, fazer o melhor que se consegue nas condições que se tem, e - tantas vezes - fazer o impossível...chegar ao fim e perceber a ingratidão. Foi como se o chão me tivesse saído debaixo dos pés. O que eu ouvi hoje. O que ouvimos todas...é inqualificável. Já me tinham avisado que a Humanidade estava perdida, mas aqui a lorpa mantém sempre a chama da esperança acesa. Se eu fizer bem eles vão reparar, se eu for boa terapeuta, eles vão perceber, se as crianças gostam de mim e eu gosto delas, se me esforço para ter resultados, se faço horas extra, se ajudo colegas quando posso, se sou responsável, se não faltei uma única vez durante um ano...tudo isso vai ser reconhecido. Era o que eu pensava, só que não. Compensa mais escapar pelos intervalos da chuva, ser mesquinho, fazer de conta que se trabalha, encostar-se a quem manda, alinhar com os ignorantes. Ser hipócrita.
Estou tão desiludida, tão triste...apetece-me desistir da profissão e ir fazer outra coisa qualquer, de preferência num lugar onde não existam pessoas.


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Temos vestido!

Quer dizer, eu tenho vestido. Vou ao casamento de um casal amigo de quem gosto muito (fui eu que os apresentei!) e vou ler durante a cerimónia e tudo e tudo, o casamento é daqui a três semanas e eu ainda não tinha vestido. Pois que hoje isso mudou, entrei numa loja, peguei em quatro vestidos jeitosinhos e o primeiro que experimentei foi amor à primeira vista. É curto, liso, muito simples, custou 60 euros e acho que vai ficar muito giro com uns acessórios. É azul cobalto (é assim que se diz, não é?), assim como os da foto abaixo. Só que agora não sei bem que cor de sapatos usar...estava inclinada para o tom nude, mas será que fica melhor com azul escuro ou preto? Que dizeis?

Dia triste

Não há palavras para descrever a tristeza que se viveu ontem e hoje em Pedrógão Grande. Perdas irreparáveis, vidas humanas, animais...tudo o que se conseguiu com tanto sacrifício. A natureza destruída. É de facto, muito triste...não imagino como seja estar lá, nem sei a aflição que sente quem viveu e vive tudo no local. Não podendo fazer nada de maior, podemos contribuir de algum modo para confortar um bocadinho quem tudo perdeu. Pensemos que pode acontecer a qualquer um de nós. Pelo que tenho visto nas redes sociais, podemos ligar para o760 100 100, e o valor de 0.50€ reverterá para as famílias vítimas deste terrível incêndio. A todos os que estão lá, na luta, CORAGEM!

Estou sem saber o que fazer. Esta devia ser uma época de paz interior e eu tenho o coração angustiado. A culpa é minha. Eu sei que vai acontecer, sei que ele volta sempre a desiludir-me, uma e outra vez...que é uma questão de tempo, e no entanto, nunca consigo ser mais forte, ser racional. Quantas vezes já tive esta conversa aqui? Sei lá! Posso garantir que não sou burrinha, que antecipo este momento há meses, não posso dizer que seja uma surpresa, mas é sempre uma desilusão. Acho que não gosto assim tanto de mim...