quarta-feira, 30 de abril de 2014

Adoro! :)

Crónica do RAP na Visão da semana passada.

A celebração dos 40 anos do 25 de Abril descobriu um número surpreendente de revolucionários. Gente que revela agora ter estado na clandestinidade, embora tenha mantido o facto clandestino durante quatro décadas. Ou que diz ter conspirado contra a ditadura, apesar de a conspiração ter permanecido secreta até hoje. Todos se arriscaram pela liberdade. Todos levaram a cabo uma actividade bastante subversiva, que os coloca apenas um degrau abaixo de Salgueiro Maia, na luta para derrubar o fascismo (eu digo fascismo. Isso do autoritarismo conservador é uma mariquice moderna). Todos distribuíram panfletos, compraram discos em segredo, uma vez deram boleia a um anti-fascista (o anti-fascismo, curiosamente, resistiu melhor que o fascismo. O anti-autoritarismo conservador nunca pegou). Mesmo os que o 25 de Abril apanhou a dormir, estavam a dormir revolucionariamente. Chega a parecer estranho que, num país em que toda a gente amava a liberdade, a ditadura tenha conseguido durar quase 50 anos. Nem uma pessoa confessa que até estava bastante bem instalada na vida e que nada a movia contra o Estado Novo. Com excepção, talvez, de Cavaco Silva. Honra lhe seja feita, porque não pretende convencer ninguém de que é apreciador da liberdade e da democracia.
Como é evidente, fico à margem de todas estas conversas. Infelizmente, nasci três dias depois do 25 de Abril, e não tenho um passado de luta e resistência para apresentar. Ou, pelo menos, era o que eu pensava. As histórias que tenho ouvido inspiraram-me a criar a minha própria narrativa de combate ao fascismo, toda ela verdadeira. Ora escutem. Passei os nove meses que antecederam o 25 de Abril na clandestinidade. E, também, preso. Na solitária. A cela era húmida, escura, e a comida parecia-me já ter sido mastigada. Resisti como pude a essa longa noite de fascismo e, quando o 25 de Abril chegou, foi como se eu tivesse nascido. A festa foi bonita, mas o fascismo mostrou a sua feia carranca até ao fim: mesmo à saída da prisão, ainda fui agredido, com umas palmadas. E confesso que chorei. Mais de choque e raiva do que de dor, mas chorei. Escuso de dizer que a minha vida, após o 25 de Abril, não tem nada a ver com o que era antes. É uma diferença radical, do dia para a noite. Foi como se tivesse finalmente aberto os olhos. Portanto, e à semelhança de tanta gente que, 40 anos depois, descobriu que lutou e sofreu pela liberdade, também eu passo a ter uma história impressionante de resistência ao fascismo.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/a-muitos-fica-bem=f778778#ixzz30NfUxw6X

domingo, 27 de abril de 2014

Tenho saudades do meu avô.
À terça-feira, dia em que saio mais cedo, ia sempre vê-lo...agora à terça-feira não sei bem o que fazer, falta-me algo. A clínica onde trabalho é perto da casa onde ele morava, e todos os dias passo lá. Há um senhor que é nosso utente que se senta na sala de espera mesmo em frente à porta, muito magrinho, mas de fato impecavelmente vestido e chapéu. Todas as segundas feiras, todas, em que entro por aquela porta eu olho para ele e parece que estou a ver o meu avô.
Lembro-me sempre de, nestas últimas semanas, ele me dizer para eu fazer por ser feliz.
E eu tento, mas tenho muitas saudades dele.
 
 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril



quarta-feira, 16 de abril de 2014

Dia Mundial da Voz 2014

Já no final deste dia, mas não podia deixar passar.
Porque sou terapeuta da fala, porque a voz é uma das minhas ferramentas de trabalho, porque gosto tanto de ouvir as vozes dos outros, porque tenho tantas saudades da voz daqueles que já partiram.
 
Espero que tenham tido um óptimo Dia Mundial da Voz e que cuidem bem da vossa!
 

sábado, 5 de abril de 2014

Hoje foi o dia!

Marcamos a nossa viagem! Três dias inteirinhos em Barcelona, com três amigas! Sugestões de itinerários aceitam-se e são de valor. Nunca mais chega Junho! :)