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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2013

Ia tendo um enfarte

O pai de um dos miúdos novos que atendi hoje é simplesmente a fotocópia do meu ex-namorado...mas uns 6 anos mais velho. Quando terminei a sessão e o senhor veio buscar o filho e a esposa ao meu gabinete, petrifiquei. Passou-me toda uma vida pela frente. Depois lá "realizei", voltei à minha cor normal e percebi que o senhor é só muito muito muito muito parecido com ele.
Com tudo organizado para amanhã, estou a tentar apaziguar a ansiedade.
O sufoco desta semana já passou. As coisas resolveram-se...pelo menos para já e espero que assim continue. Entretanto a semana que se segue vai trazer novas mudanças. Estou com um bocadinho de medo de não estar à altura do desafio. Nestes últimos meses não faço outra coisa senão estar fora da minha zona de conforto, fico sempre com o coração nas mãos, mas acho que tenho crescido tanto em tantos aspectos que devo ser capaz de confiar no futuro.
O clima aqui em casa está de cortar à faca. Tenho um mau pressentimento sobre isto e ando com a cabeça a leste.Para melhorar a situação - e até é uma notícia muito boa - vou assinar contrato e começar a trabalhar a tempo inteiro. Estou muito contente com esta evolução, mas ao mesmo tempo não consigo concentrar-me nem estar tão animada quanto deveria, e isso preocupa-me. E preocupa-me que a família se desmorone e que a única coisa que eu esteja capaz de fazer seja chorar. Será que é mesmo verdade que não se pode ter tudo? Nunca quis acreditar nisso, mas começo a encontrar um padrão um bocado assustador... Acho que é a isto que chamam angústia.
Cada vez mais me convenço que as pessoas discutem não por palavras mal ditas mas por palavras mal ouvidas. Evitava-se muito divórcio se se aprendesse a comunicar. Quem está de fora é que se apercebe bem disto, os envolvidos estão mais ocupados a ver quem berra mais alto...por isso a minha sugestão é que se instalem cameras de filmar, criando assim uma espécie de "assoalhada da discussão, e que depois se assista à própria figurinha triste. Deve ser remédio santo por uns bons 3 ou 4 meses.

Literalmente

A integrar

É oficial: quando eu estou em sessão, o mundo lá fora pode acabar que eu não sinto. Lá na clínica toda a gente deu conta do micro sismo. Toda a gente menos eu. Perco sempre os acontecimentos importantes pah!
Dado o meu historial semi-trágico, esta semana de Fevereiro poderia sair do calendário.
Hoje o dia correu bem, apesar de muitos meninos não terem ido à sessão por causa de ser Carnaval e estarem de férias...Amanhã estou de folga, vai saber mesmo bem, embora tenha uma tonelada de coisas para estudar para o mestrado. Enfim, de qualquer maneira o saldo será sempre positivo. :)
É oficial: a minha senhoria é uma pequena cabrinha montesa. E até estou a ser simpática, porque na verdade ela até é mais para o grandote. Chegada a esta conclusão, se alguém souber de um T2 para arrendar, a um preço simpático, pelas bandas de Matosinhos, Leça da Palmeira, Senhora da Hora e afins, é deixar o contacto no email, por favor. Obrigada.

"Caíste? Então levanta-te!" já me diziam em pequena...

"Ser feliz por momentos é algo de que não se deve ter vergonha. Momentos que o fim torna ridículos. A felicidade, como o amor, é um sentimento ridículo. Mas a felicidade, como o amor, só é ridícula quando vista de fora. A felicidade, como o amor, só é ridícula antes ou depois de si própria. A felicidade são momentos que, no seu presente fugaz, são mais fortes do que todas as sombras, todos os lugares frios, todos os arrependimentos. Ser feliz em palavras que, durante essa respiração breve, mudam de sentido. E nem a forma do mundo é igual: o sangue tem a forma de luz, as pedras têm a forma de nuvens, os olhos têm a forma de rios, as mãos têm a forma de árvores, os lábios têm a forma de céu, ou de oceano visto da praia, ou de estrela a brilhar com toda a sua força infantil e a iluminar a noite como um coração pequeno de ave ou de criança. Momentos que o fim torna ridículos. Momentos que fazem viver, esperando por um dia, depois de todas as desilusões, depois de todos os arrependime…
A saga continua, dois dias depois as pessoas continuam a mandar-me mensagens de feliz aniversário para o telemóvel. Todos os anos é a mesma coisa, até dia 8 ou coisa que o valha, vivam as mensagens. Meus amigos, já foi há dois dias, foi apenas um aniversário, não é um casamento cigano! (Mas obrigada na mesma :)

O problema é esse...

Pela primeira vez nestes anos todos, o meu avô não se lembrou do meu aniversário. Não recebi o habitual telefonema madrugador das 7h da manhã com direito a um "Parabéns a você" cantado de fio a pavio que me deixava sempre sem saber o que dizer. Fui visitá-lo...é uma sombra do que era, não se lembrou e eu também não toquei no assunto. Assistir ao declínio deixa-me de rastos...ninguém devia ter de passar pelo que ele está a passar.:(

O meu bolo? Parabéns para mim...

26 anos hoje (mas estou bem conservada!:)
Para ti que estás a ir embora aos poucos mas ficarás sempre na minha memória.
Quando falamos é como se nunca nos tivéssemos despedido. Como se tivesse sido ontem.