segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

79 anos. Vinha à sessão de Terapia da Fala sempre acompanhado pela filha. Um amor de pessoa. Descobriram-lhe um cancro no pulmão...não tinha sintomas, era independente, simpático, feliz. Há 10 dias vinha a falar do FCP e a contar-me anedotas. Na semana passada internaram-no para ser operado. Abriram e fecharam, como se costuma dizer...já tinha demasiada confusão espalhada. Entrou em coma até agora. Não encontram explicação para o que aconteceu...Hoje vão desligá-lo das máquinas. A filha decidiu e a meu ver decidiu bem, era o que o senhor J. havia de querer. Estou triste triste. :(

domingo, 19 de Outubro de 2014

Praga ou Roma? No fundo é isto.

Praga ou Roma? Praga ou Roma? Praga ou Roma?

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

Mais um Domingo daqueles

Hoje não saí de casa. De manhã estive a preparar as sessões da semana, porque ontem tive uma formação e já não consegui adiantar nada. De tarde, venci a inércia e fiz a apresentação powerpoint do capítulo dos resultados da dissertação. Ainda não faço ideia de quando será (tecnicamente deveria ser até ao fim de Novembro...), mas já andava a ficar preocupada por não ter nada feito - culpa minha, obviamente. Não sei com quanto tempo de antecedência avisam, nem sei a duração da minha apresentação e do "interrogatório"...mas pelo menos já comecei.
Só de pensar sinto-me a zonza com os nervos.
A formação de ontem foi extremamente interessante, há tanta coisa para aprender...e eu gosto da minha área, gosto tanto! Mas às vezes é tudo demasiado a correr, demasiado intenso, apetece-me parar, desertar daqui para fora, mudar-me para o meio do campo e fazer outra coisa qualquer que não me faça estar em sobressalto constante, a antecipar, a fazer relatórios, a explicar a quem não quer perceber...Ainda não tenho a certeza se vou fazer isto até ao resto da minha vida. Embora também não saiba fazer mais nada. Só queria sossegar um bocadinho.
Como seria a minha vida se tivesse seguido outro caminho?
 

quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Vamos por partes



E estas têm sido semanas de revolução em todos os aspectos. No trabalho tudo está em mudança, é preciso adaptar e adaptar e adaptar, surgiram outros convites tão interessantes e nos quais não deixo de pensar...mas sei que não estou na altura certa da minha vida para aceitá-los. E será que não?
E ele...sempre ele.
Entretanto já andamos a pensar nas próximas mini férias. Estamos com alguns problemas na escolha do destino. Eu queria ir a Roma, há quem queira ir à Disney, e hoje ainda apareceu a ideia de irmos antes a Praga ou Amesterdão. Não sei que faça nem sei que diga. Há tanto mundo para ver. Sugestões?

domingo, 21 de Setembro de 2014

Do pouco se faz muito

Fui à feira do Livro do Porto, este ano nos jardins do Palácio de Cristal. Que bem me soube...comprei uns livros para os miúdos lá da clínica e outros de fichas (também para eles trabalharem, coitados :). Ainda vi um espectáculo de bailado e um concerto de guitarra e violino. Mudava-me para lá e não saia mais...Paz, beleza, distância de ti. Talvez não seja preciso mais.


sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

Resignações

Ou sem solução. Ou o que não tem remédio remediado está. Ou o que é nosso a nós vem parar. Ou como o mundo me caiu ao chão esta semana.


domingo, 14 de Setembro de 2014

Devastada. Por incrível que pareça é sempre uma novidade. Queria andar para trás oito anos e nunca te ter conhecido.

Sunday lazy sunday....

Hoje ia a um pic-nic, mas está chuva e trovoada.
Tenho sessões para preparar e roupa para passar a ferro... e os artigos cativos para ler. Já fazem parte da mobilia. 
Esta dor de cabeça não me larga.
Estou preocupada com um caso novo que recebi, que é muito grave e não sei bem por onde pegar.
Resumindo, este domingo ainda agora começou e já não está a ser assim grande coisa.
 

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

domingo, 7 de Setembro de 2014

Férias férias férias...

Fui passar uma semaninha de férias ao Algarve com a família. Correu mesmo bem, o tempo esteve maravilhoso, deu para descansar da azáfama dos últimos três meses...mas soube a pouco, como sempre. Segunda-feira, regresso ao trabalho.
O que vale é que as minhas três companheiras de viagem e eu já andamos a escolher o destino para a próxima, é o que nos dá alento :) talvez seja Roma agora...

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Já está!

Entreguei a dissertação ontem de manhã! Sou outra mulher. E a minha conta bancária também modificou, está mais leve, mais arejadinha. Mas estou satisfeita!:) Agora falta aquela que a meu ver é a pior parte...essa sim, pagava bem para não ter de fazer, a defesa pública. Ai que nervoso. Deve acontecer dentro de três meses... ver vamos.

quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Ainda dos dinheiros...

Ah! Espera! Disseram que eram 124 euros, mas não, ainal são 151 euros! Porquê?? Porque me disseram o preço sem IVA! Ora, pois claro. Porque o preço sem IVA interessa-me imenso, até parece que se não mo disserem eu não o vou pagar. E a melhor? Esqueci-me lá da factura. Amanhã tenho de voltar...
Ao menos já tenho as teses ali direitinhas, vou entregá-las de manhã à faculdade. E pagar uma multa. Uma multa por entregar depois do prazo.Porquê? Porque eles decidiram encurtar o prazo um mês. Mas não faz mal, eu pago. Tenho de me libertar dos valores materiais...por este andar qualquer dia atinjo o nirvana.
 

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

Dinheiros

Às vezes sou mesmo muito dramática e ponho-me logo a pensar o pior em todas as suas formas.
No entanto, as teses não deixam de custar 124 euros. Isso é um facto.

Esta música acordou comigo e não há meio de se ir...


E enquanto isso a tese está na gráfica :)

sábado, 23 de Agosto de 2014

Eis que o momento chegou!

Dissertação prontíssima e parecer positivo do orientador. Amanhã vou à gráfica para imprimir tudo conforme manda a etiqueta e assim que possível vou entregar à faculdade. Não vejo a hora!

segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

Escreve e escreve muito bem. Assino por baixo.

Vida de solteiro 

E a namorada?” Alguém vai me perguntar. Aí vou sorrir e responder: “Estou solteiro!”. E logo depois vem aquela cara de: “nossa, coitadinho”, quando ao meu ver era a hora certa da pessoa me abraçar e pularmos gritando: “Parabéns Campeão!” Sabe, realmente não entendo essas pessoas que colocam o fato de encontrar uma pessoa como sendo um dos objetivos primordiais da vida. Como se a ordem natural fosse: nascer, crescer, conhecer alguém e morrer. A meu ver, não é assim. As pessoas se dizem solteiras como quem diz que está com uma doença grave, alguém que precise de ajuda. Não é nada disso. Existe sim vida na “solteridão”! E das boas. E isso não quer dizer farra, putaria, poligamia ou promiscuidade. Aliás, quer dizer sim, mas só quando você tiver afim. No mais quer dizer liberdade, paz de espírito, intensidade. E olha que escrevo isso com algum conhecimento de causa, já que tenho vários anos de namoro no currículo. De verdade, do fundo do coração, eu estou muito bem solteiro. Acho até que melhor que antes. Gosto de acordar pela manhã sem saber como vai terminar meu dia. Gosto da sensação do inesperado, da falta de rotina e de não ter que dar satisfação. Gosto de poder dizer sim quando meu amigo me liga na quinta-feira perguntando se quero viajar com ele na manhã seguinte. De chegar em casa com o Sol nascendo. De não chegar em casa as vezes. De conhecer gente nova todos os dias. De não ter que fazer nada por obrigação. De viver sem angústia, sem ciúme, sem desconfiança. De viver.  Acredito que todo mundo precisa passar por essa fase na vida. Intensamente inclusive. Sabe, entendo que talvez essa não seja sua praia. Ou talvez você nunca vá saber se é. Eu mesmo não sabia que era a minha, e veja só você, hoje sou surfista profissional. O que percebo são pessoas abraçando seus relacionamentos como quem segura uma bóia em um naufrágio. Como se aquela fosse sua última chance de sobrevivência. Eu não quero uma vida assim. Nessa hora talvez você queira me perguntar: “Mas e aí? Vai ficar solteirão para sempre? Vai ser assim até quando?” E eu vou te responder com a maior naturalidade do mundo: “Vai ser assim até quando eu quiser”. Quando encontrar alguém que seja maior que tudo isso, ou talvez alguém que consiga me acompanhar. E não venha me dizer que aquele relacionamento meia boca seu é algo assim. O que eu espero é bem diferente. Quando se gosta da vida que leva, você não muda por qualquer coisa. Então para mim só faz sentido estar com alguém que me faça ainda mais feliz do que já sou, e como sei que isso é bem difícil, tenho certeza que o que chegar será bem especial. E se não vier também está tudo bem sabe? Eu realmente não acho que isso seja um objetivo de vida. Não farei como muitos que se deixam levar pela pressão dessa sociedade. Tanta gente namorando pra dizer que namora, casando pra não se sentir encalhado, abdicando da felicidade por um status social. Aí depois vem a traição, vem o divórcio, a frustração e todo o resto tão comum por aí. Não, não. Me deixa quietinho aqui com minha vida espetacular. Pra ser totalmente sincero com você, a real é que não é sua situação conjugal que te faz feliz ou triste. Conheço casais extremamente felizes e outros que estão há anos fingindo que dão certo. Conheço gente solteira que tem a vida que pedi para Deus e outros desesperados baixando aplicativos de paquera e acreditando que a(o) ex era o grande amor e que perdeu sua grande chance. Quanta bobagem. A verdade é que só você mesmo pode preencher o seu vazio, e colocar essa missão nas mãos de outra pessoa e pedir pra ser infeliz. Conheco sim vários casais incríveis, assim como tantos outros que não enxergam que estão se matando pouco a pouco. Só peço que não deixem que o medo da solidão faça com que a tristeza pareça algo suportável. Viver sozinho no início pode parecer desesperador, mas de tanto nadar contra a maré, um dia você aprende a surfar. E te digo que quando esse dia chegar, você nunca mais vai se contentar em ficar na areia. Desse dia em diante só vai servir ter alguém ao seu lado se este estiver disposto a entrar na água com você.
Rafael Magalhães