sexta-feira, 6 de março de 2015

6 de Março - Dia Europeu da Terapia da Fala

 
Gosto de pensar que sim, que o nosso trabalho influencia positivamente a vida de alguém.
Parabéns a todos os terapeutas da fala, que são terapeutas dentro e fora do consultório, dentro e fora do horário de trabalho. Ao que têm a Terapia da Fala não apenas como uma profissão mas como uma parte importante na definição da sua vida. Aos que vestem a camisola, aos que nunca deixam de estudar, aos que fazem o que lhes compete e o que vai em regime de "voluntariado", aos que telefonam, aos que fazem os relatórios todos que são precisos para alguém ter um apoio, aos que reivindicam, aos que ouvem, aos que dão a mão, aquele abraço...aos que confortam, aos que gastam boa parte do ordenado em material para as sessões, aos que são os melhores clientes das lojas de tinteiros...aos que também trabalham por dinheiro, mas cujo objetivo principal não é o final do mês. A todos os que fazem desta profissão a melhor do mundo!Parabéns!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Guilty pleasure

Esta pessoa e as suas músicas. Deve ter a ver com os meus antepassados do lado de lá... :)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

É assim mas com mais molho

Entreguei a dissertação em Agosto "ah e tal, tem de pagar uma multa de 60 euros por ter passado 15 dias do prazo de entrega normal...sabe que as defesas têm de ocorrer todas até ao fim de Dezembro, não pode haver atrasos!" Que dia é hoje, mesmo?? Ah...25 de fevereiro... E já fui chamada para defender? Não. Ok então. 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Ora, voltamos ao mesmo de sempre...Ele desaparece e eu fico perdida. E escolhe sempre este mês, deixa passar o meu aniversário e esfuma-se sem mais explicações. E eu sei que vai ser sempre assim e também sei que nunca vai mudar e que a culpa não é de mais ninguém senão minha. Não há outra pessoa que me culpe mais do que eu.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A carta

Esta carta publicada por Isabel Moreira no Maria Capaz, sobre a vivência de uma amiga, é um soco no estômago. Como é que é possível existirem monstros assim? É de tirar o sono...

“Tenho 30 anos, sou advogada, entre outras profissões, bem-sucedida, bonita, dizem, casa própria, carro, não tenho de fazer grandes contas para uma vida razoável, uma mulher nascida e criada num ambiente familiar privilegiado, com estudos, com vida, com amigos, com recursos, e um convite para uma exposição de escultura.
Vou e encontro pessoas distantes do mundo ideológico que abracei, ouço, como tantas vezes, o conselho: – tens de sair um pouco dos teus ambientes, são perigosos. Tenho um primo muito bonito, gosta de pintar, é artista, olha que coisa de esquerda, a este vais dar uma oportunidade.
Rio-me do disparate e conheço o tal do primo, bonito, alto, corpulento, conversador. Tinha o encanto do humor.
Fomos jantar duas vezes. Gostei dos lugares. Gostei da conversa. Gostei de recantos.
Ao terceiro jantar, tive uma indisposição e o primo, encantador, ofereceu-se para me levar a casa, a pé, apanhando ar pelo caminho. Chegados a casa, o primo pousa-me na cama e dá-me um copo de água com açúcar.
Encantador.
– Como te sentes, melhor?
– Sim, obrigada, mas ainda fraca e enjoada.
O primo dá-me um beijo nos lábios e aventura-se para o resto do meu corpo de privilegiada. Estou muito fraca, afasto-o e viro-me de lado para dormir.
O primo não aceita e diz-me que vou gostar e de repente é um relâmpago na memória enjoada de um corpo de mulher, de repente é a memória do quarto ficar vazio, inexistente, cheio dele, nem eu lá estava, só aquela posse, ele em cima de mim a suar como uma torneira aberta e a revelação de uns olhos assassinos, só aquela intromissão, ele a prevenir a prova dele, por isso o preservativo, ele a bater-me com método, como uma toalha molhada que não deixa marcas, ele a sufocar-me enquanto me roubava o nome de cada vez que entrava no meu corpo em golpes de dor que chutavam deus, ele a explicar da sua especialidade em corpo humano, um pulso sobre o meu esterno de privilegiada e a voz sussurrante Vês, cabra, mato-te num gesto. E eu?
Eu, a privilegiada, quieta, nem um gesto. Na minha cabeça uma palavra que desenhava por dentro da testa: sobreviver. Senti que ia morrer pela garganta ou pelo externo e por isso obedeci. Fui virada de costas e atingi o limite da dor, não gritei, isto é, gritei pelos olhos enquanto ouvia entre bofetadas: – Por que choras, puta? Tens medo de morrer, puta? Sabes que te mato num segundo, puta? Olha para mim a tirar a camisa limpinha, velha fodilhona que nem sabe fazer um homem vir-se…
Parou. Passado quatro horas, talvez. O primo foi à casa de banho e voltou cheio de balões que fizera com preservativos, para enfeitar o quarto. Ria alto e perguntava: – ainda choras, puta velha?
Estendeu-se ao meu lado e adormeci.
Exatamente. Adormeci. Aquele  corpo violado, cuspido, suado, insultado, resistente, colapsou. Acordei já sozinha. Tinha a casa de banho com fezes espalhadas na retrete.
Não houve queixa. Foi uma escolha consciente.
Levantei-me a custo, lavei os lençóis, telefonei a uma médica amiga, e não havia uma marca.
No corpo.
Tomei remédios para as dores e fui trabalhar.
O primo sabia violar sem deixar esperma, sem deixar nada, deixando tudo.
Tudo foi o silêncio de anos. O não dizer eu fui violada. 
Tudo foi não dar pelo facto de que aquela noite gerou uma tendência para comportamentos de submissão.
Tudo foi passar anos sem descobrir que precisava de falar com alguém, que toda a gente que passa por uma violação tem de falar com alguém, recusar a vergonha e aceitar isto: eu preciso de ajuda.
Porque depois dessa ajuda, eu, a privilegiada, descobri que fui inteligente e corajosa, que não me ter debatido fisicamente foi a minha estratégia de sobrevivência, que não permiti coisa alguma, que a minha ansiedade era normal, e descobri que aquele primo, um homem próximo e não um desconhecido, não me define.
Ganhei eu, entendem?

domingo, 18 de janeiro de 2015

Roma - dicas precisam-se!

A preparar a viagem de 3 dias a Roma, para o fim de abril. Algum hotel que me possam recomendar?? Desta vez estamos a tentar fazer tudo sozinhas, sem agência de viagens...tenho algum receio que dê asneira! Qualquer informação será preciosa!:)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Que a vida é curta

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Dia 1

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Balançar

Hoje acordei cedo e deixei-me ficar na cama a preguiçar mais um bocadinho.
Pensei neste ano que passou tão depressa e no que fiz de mais positivo...concluí que não foi muito. Mantive o meu emprego (o que nos dias que correm já não é mau), entreguei a tese de mestrado (ainda sem nota)...paguei umas férias aos meus pais. Fui o melhor que soube ser. Mas parece-me pouco para 365 dias. Tenho as melhores colegas de trabalho que poderia ter, gosto do que faço, adoro a minha família. E no entanto, continuo a sentir um vazio enorme, que nestas datas parece que cresce ainda mais. Uns amigos meus casaram-se este ano, outra amiga vai morar com o namorado no dia 1...eu não tenho planos. Mais do que não ter ainda a estabilidade financeira que desejaria, embora não esteja mal, não tenho com quem fazer planos. Isso entristece-me. Apesar de reconhecer e dar graças por tudo o resto que tenho, este pequeno grande pormenor está a puxar-me para baixo.
Às vezes não me sinto normal, trabalho imenso, e quando chego ao fim do dia já só me apetece um bocadinho de sossego, não sou de grandes festas nem confusões. O meu grupo de amigos desmanchou-se...foram uns para cada lado, uns por defeito, outros por feitio e outros por contingências da vida. O que sei é que não tenho assim ninguém próximo com quem possa desabafar, alguém que realmente me compreenda.
2014 foi também o ano em que perdi o meu avô.Passaram só nove meses, mas já parece que foi há tanto tempo...tenho saudades dele.
O que mais? Não sei... Sei que vos desejo um óptimo ano novo, que seja possível recomeçar, emendar, perdoar. Que seja tranquilo e emotivo. Que seja maravilhoso e memorável! Que valha a pena.
Feliz 2015!
 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em modo férias (são só 3 dias, mas...)

Banho tomado, enroscada no cobertor a ver patinagem artística. Adoro.
Não sei como vou lidar com a próxima semana, sem férias nem feriados...não é uma semana em termos.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A todos um bom Nataalll

Desejo-vos um Natal muito muito feliz, aconchegadinho junto daqueles que mais amam!


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Até me apeteceu chorar (e ainda não passou a vontade)

Ora, grande presente do Pai Natal. 186,13€ a pagar mensalmente à segurança social. Obrigada. Com este frio o que dá mesmo jeito é trabalhar para aquecer. Viva o recibo verde!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Desgraçada desta angústia. Nada tem sabor...

domingo, 30 de novembro de 2014

Cá estamos...

Andei arredada daqui. Por nenhuma razão em especial...não sei. Já começaram as chamadas para defesa da tese, uma das minhas colegas já defendeu e duas vão defender amanhã. Ainda não tenho a apresentação completamente pronta, estou nervosa, muito nervosa, e com medo. É uma angústia quando penso nisso...Para melhorar a situação, é obrigatório ir trajada, eu que não fui à praxe, não tenho traje, não quis ter, agora só posso ir defender a minha tese de mestrado se for trajada. Tive de pedir um emprestado...mas vou ter de comprar uns sapatos, porque ao que parece ninguém calça o 35.
Entretanto, este ano, pela primeira vez desde que lá estou, vai haver jantar de Natal da clínica, pago pela clínica. Antes era prática comum, mas depois as coisas foram  ficando cada vez mais difíceis e não havia dinheiro para jantares. Fiquei muito contente por termos sido convidadas este ano, não pelo jantar, mas pelo que isso pode significar. Queria tanto que as coisas melhorassem...
Quanto às prendas de Natal, já avancei um bocadinho, só me faltam as dos meus pais (a da minha mãe não é uma prenda, é um milagre...pessoa dificíllll) e as dos meus pequenos, mas essas já tenho mais ou menos uma ideia. Então, aqui fica a lista deste ano, pode ser que dê para tirar algumas ideias:
O. - uma gola e uns brincos da Parfois
M. - uma gola da Parfois
M.- uma pulseira da Parfois
C. - uma pulseira linda e um lenço da Parfois (como se pode notar, arrumei metade numa só loja...:)
Filha da Cris - um livro da Alice Vieira
C. - um baton da Kiko (é para uma troca de prendas até 3 euros, os batons são óptimos e estão em promoção, vou lá comprar mais para outras trocas, tem cores mesmo giras, e outras ideias um pouquinho mais caras mas muito em conta, vale a pena...)
A árvore de Natal é que ainda está por fazer, mas também só amanhã é que começa Dezembro...

sábado, 15 de novembro de 2014

Comprei as três primeiras prendas de Natal! Este ano vou ter tudo pronto até ao final deste mês. (excepto a prenda da minha mãe...essa só lá para dia 24h ao fim da tarde...)

domingo, 9 de novembro de 2014

Os pinipons desta nossa vida

Elas chegaram agora junto de ti.
Elas pensavam que o mundo cabia inteiro nas paredes da sua casa, e que quem lá vivia eram os seus únicos habitantes. Terás de mostrar-lhes que não é verdade. 
Elas têm poucas palavras para nomear o que as rodeia. Terás de as ajudar a encontrar as que faltam. 
Elas vão ver o mundo com as cores que tu puseres em cada som e em cada gesto. 
Elas vão olhar para ti, aprender o teu nome, chamar-te por tudo e por nada, geralmente por nada. Que é sempre tudo. 
Vais mostrar-lhes como se vive com os outros, como se aceita quem não é igual a nós, tal como se aceita um desenho pintado com todas as cores do arco-íris. 
Vais aprender a ter de lhes dizer muitas vezes “ não”, sem te deixares levar pelo seu beicinho irresistível. Mas vais também dizer-lhes muitas vezes “sim” e sentir que é para ti que elas sorriem e estendem as mãos.
Vais levá-las ao jardim quando há sol, vais empurrar baloiços que chegam ao céu, vais assoar narizes cem vezes ao dia, vais fazê-las aprender a gostar de sopa, vais ler-lhes histórias e ensinar-lhes que todas as meninas têm direito a ser princesas, e todos os meninos têm direito a ser piratas das Caraíbas. 
Elas vão ser, naquele pequeno universo diário, os filhos que tens em casa, ou na escola, ou não tens, ou esperas vir a ter mais tarde. E por vezes podes sentir uns ligeiros remorsos por teres para elas o tempo que não tens para os teus. 
Elas levam-te nos olhos quando à tarde as vêm buscar. E esperas que te levem também no coração. 
Elas vão acreditar em ti como acreditam nas fadas e no Pai Natal. 
Elas vão pôr-te os nervos à flor da pele e fazer-te esquecer, por vezes, o que aprendeste, e perder a paciência que sempre julgaste inesgotável. 
Elas vão fazer-te suspirar pela hora do regresso a casa, vão fazer-te levar muitas vezes as mãos à cabeça e proferir intimamente palavras impronunciáveis. 
Porque elas são crianças. 
E porque tu és humana. 
 
Resumindo: elas vão-te fazer feliz para o resto da tua vida.

Alice Vieira