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Desde que vim de férias, e depois de percorrer o Alentejo, acho que ainda ando por aqui a levitar.
Assinei um contrato miserável porque fui obrigada...era isso ou ir para rua. E a rua pode ser um local cruel. Ainda assim, recalquei esse facto, porque não adianta chorar sobre o leite derramado e ando numa fase de paz.
Tenho lido muito, feito as sessões de terapia da fala com o dobro da calma e da paciência. Já não me aflijo tanto, já não corro tanto... 
Uma das minhas amigas do coração está grávida de gémeos, depois de tanto sofrimento, conseguiu! E eu estou tão feliz por ela e por poder acompanhar os pequenos feijõezinhos de perto. 
Entretanto, a minha prima vai casar, outra amiga minha vai com o marido para a Tailândia e uma outra foi com o namorado passar o fim de semana a Paris. Fico muito feliz por todas elas e, sinceramente, a "independência" é algo que me agrada, não ter de dar satisfações, não ter de combinar horários...ir, simplesmente...ter uma relação dá trabalho e, da minha perspetiva, tem mesmo de valer a pena...mas não consigo evitar de pensar que deve haver algo de errado comigo. E eu pergunto-me se algum dia vou deixar de ser sozinha para tudo, porque gostava mesmo de tentar mas parece que não me está destinado.

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Ajudem-me lá, uma viagem de 4 dias, três na Disney e um em Paris, em regime de meia pensão, 700 euros. É muito? É bom? Ou consegue-se melhor? Sou novata nestas andanças...
Hoje numa sessão de Terapia da Fala vi um menino de nove anos em sofrimento. Tem muitas dificuldades e é posto de parte pelos colegas na escola, batem-lhe, tratam-no mal...Contou-me que sabe que é diferente, que na turma dele há outra menina, que também é diferente, e que os outros gozam com ela, mas ele não, porque também tem problemas e sabe o que é não ter ninguém que nos apoie. Disse-me assim. Acrescentou que de manhã acordou tão feliz porque ia estar com o primo ao fim da tarde...e que depois na escola lhe bateram, não pôde fazer a aula de educação física e ficou lá num canto...que o dia foi uma tragédia. "Preciso de esvaziar o cérebro, não consigo parar de pensar nisto!". Tentei acalmá-lo, animá-lo, traçar um plano com ele, dizer-lhe como agir se uma situação semelhante voltar a acontecer. No fim, dei-lhe um abraço e ofereci-lhe uma caneta colorida e ele disse-me "Obrigada...pela caneta...por tudo. Acho que a minha vida é injusta. Obrigada por me ouvires." ...